segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Ensino de Arte no Brasil


O Ensino de Arte no Brasil
Antes de falarmos sobre como é o ensino de Arte nas diferentes artísticas, é importante sabermos um pouco, do panorama histórico dele, aqui no Brasil.
Em 1816, D. João VI trouxe a Missão Francesa com o intuito de formar uma Escola de Arte, que teve os seus trabalhos iniciados dez anos mais tarde, mas devido ao custo elevado, eram poucos que tinham a oportunidade de estudar Arte.
A partir da década de 1870, período de grandes transformações culturais, não só no Brasil, mas, também, nos EUA, o ensino de Arte foi voltado para a formação de desenhistas.
Entre 1890 e 1920 predominavam, aqui no Brasil, a cópia de quadros e o desenho geométrico. A partir de 1920, a Arte passa a ser incluída no currículo escolar como atividade integrativa, apoiando o aprendizado de outras disciplinas, porém, os exercícios de cópia são mantidos.
Em 1922, com a Semana de Arte Moderna, a Arte-Educação no Brasil teve um grande impulso, com as idéias de livre expressão, trazido por Mário de Andrade e Anita Malfatti que acreditavam que a Arte tinha como finalidade principal permitir que a criança expressasse seus sentimentos e também tinham a idéia de que ela não é ensinada, mas, expressada.
Em 1948, o artista plástico Augusto Rodrigues, após saber que uma mostra de arte infantil foi excluída por ter interferência adulta e alguns clichês, resolveu criar a Escolinha de Arte, onde era valorizada a capacidade criadora.
A partir dos anos 50, além de Desenho, passaram a fazer parte do currículo escolar as matérias: Música, Canto Orfeônico e Trabalhos Manuais, que mantinham de alguma forma o caráter e a metodologia do ensino artístico anterior. O ensino e a aprendizagem estavam concentrados na transmissão de conteúdos a serem reproduzidos, não se preocupando com a realidade social e nem com as diferenças individuais dos alunos, ou seja, a chamada Pedagogia Tradicional.
O Brasil ainda passou nas décadas de 50, 60 e início da década de 70, pela fase da Pedagogia Nova, que tinha como ênfase a livre expressão e a espontaneidade e pela Pedagogia Tecnicista, onde o aluno e o professor tinham um papel secundário,tendo como elemento principal, o sistema técnico de organização. Neste período, nas aulas de Arte, os professores enfatizavam um saber construir reduzido dos aspectostécnicos e do uso diversificado demateriais, caracterizando pouco compromisso com o conhecimento da linguagem artística.
Em 1971, "iniciou-se" uma Pedagogia Libertadora, graças aos ideais do grande educador Paulo Freire, que era voltada para uma perspectiva de consciência crítica da sociedade.
A Arte foi incluída no currículo escolar, desde 1971, com o nome de Educação Artística, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ainda como "atividade educativa" e não como disciplina, sofrendo em 1988, a ameaça de ser excluída do currículo, a partir das discussões sobre a Nova Lei de Diretrizes e Bases: "(...) convictos da importância de acesso escolar dos alunos de ensino básico também à área de Arte, houve manifestações e protestos de inúmeros educadores contrários a uma das versões da referida lei, que retirava a obrigatoriedade da área". Por não ser uma considerada uma disciplina, a Educação Artística não tinha o "poder" de reprovar nenhum aluno e fazia com que os mesmos não tivessem interesse pela mesma, fazendo com que ela fosse vista como aulinha de desenho e o professor visto como organizador de festas e eventos na escola.
A partir dos anos 80, passam-se a discutir novas técnicas educacionais, aonde segundo BARBOSA (1994), o ensino da Arte deve seguir o que ela chama de Metodologia Triangular que é composta pela História da Arte, pela leitura da obra de arte e pelo fazer artístico, ou seja, a pessoa que aprende Arte deve saber, não apenas fazer algo, mas, também saber de onde veio aquilo que ela está fazendo, o que levou aquelas pessoas a fazerem aquela obra, para assim, fazerem à leitura da obra, podendo perceber a mensagem o que o artista quis passar através da sua obra. Além disso, ao criarem suas obras artísticas, poderão criar algo que transmita uma mensagem, dando sentido à Arte. Isso não significa que a técnica deva ser deixada de lado, é importante que o aprendiz venha a conhecê-las para aprimorar cada dia mais o seu trabalho, mas, a técnica sozinha, não dá sentido à obra.
Até o surgimento da nova LDB e dos novos PCN's, prevalecia o ensino das Artes Plásticas.
Com a LDB de 1996 (lei no. 9.394/96), revogam-se as disposições anteriores e a Arte é considerada disciplina obrigatória na educação básica conforme o seu artigo 26, parágrafo 2° que diz que o ensino de arte constituiria componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, visando o desenvolvimento cultural dos alunos.
Segundo FERRAZ et al. (1993), nas aulas de Arte devem ser trabalhados o mundo do educando, propiciando-lhes contato com as obras de arte, desenvolvendo atividades onde o mesmo possa experimentar novas situações, podendo compreender e assimilar mais facilmente o mundo cultural e estético e que compete ao professor um contínuo trabalho de verificação e acompanhamento em seus processos de elaborar, assimilar e expressar os novos conhecimentos de arte e de educação escolar dos aprendizes em Arte, ao longo do curso, e que a avaliação deve estar centrada em todo o processo de ensino-aprendizagem.
Atualmente o ensino de Arte está voltado para as linguagens de Música, Dança, Teatro (Artes Cênicas) e Artes Plásticas. Em 2008, com a aprovação da Lei Federal nª 11.769, o ensino de música passou a ser obrigatório, devendo ser ministrado por professor com licenciatura plena em Música, tendo os sistemas de ensino, três anos para se adequarem às mudanças.
Referenciais Bibliográficos
- BARBOSA. Ana Mae Tavares Bastos. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 1994.
- BERTELLO. Maria Augusta. Minimanual de Pesquisa em Arte. São Paulo: Perspectiva, 1994.
- FERRAZ, M. Heloísa C.; FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 1993.
- HERNANDES. Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho.Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.











quarta-feira, 28 de março de 2012

A Arte hoje

Depois de tantas experimentações que a arte passou nos últimos tempos em busca de sua definição, temos que nos perguntar em que situação se encontra agora. Não é mais possível dar um sentido único para ela.
A pós-modernidade trouxe o pluralismo de estilos, reedições, citações conceituais, a explosão de meios para a arte e principalmente a aproximação com a vida comum E A Arte está mudando constantemente, de acordo com o contexto social em que se manifesta.
A pintura acima mostra o  cantor Michael Jackson em pose semelhante ao “David” de Michelangelo, segurando uma flauta de Pã e um cajado, cercado de querubins que o enfeitam, tudo num clima bucólico e remetendo aos temas clássicos greco-romanos.
A obra em questão é de autoria do artista americano David Nordahl (1941). Até o final dos anos 80, ele era um artista reconhecido por suas pinturas de índios Apaches. Em 1988, Michael Jackson,após ver uma das pinturas de Nordahl no escritório de Steven Spielberg, ligou para o artista com o intuito de tê-lo como professor de arte. A partir de então o cantor e o artista criaram um vínculo de amizade e trabalho que durou até 2005. Durante esse período, Nordahl abandou sua carreira para trabalhar exclusivamente como retratista de Michael, tendo feito centenas de desenhos e dezenas de pinturas comissionadas pelo cantor.
Sabemos que, por muito tempo, a arte esteve a serviço do poder. Imperadores, reis, nobres e a igreja encomendavam obras de arte para propagar sua imagem e seus ideais e para exibir status. Apesar disso, temos exemplos de artistas que, mesmo dentro desta situação, inovavam e se mantinham firmes em seus ideais, subvertendo de certo modo sua função. É o caso de Goya (1746-1828) que pintou a realeza e a nobreza de sua própria maneira, revelando suas verdadeiras identidades

No período da arte moderna, o sistema de arte se reconfigurou, possibilitando ao artista maior liberdade para criar de acordo com sua vontade. O trabalho por encomenda continuou existindo, mas o artista a realizava da sua maneira, muitas vezes gerando conflitos com seu encomendante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Impressionismo

 Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na pintura europeia do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol em 1872 de Claude Monet, um dos maiores pintores desta corrente artística.

 

                         Impressão, nascer do sol(1872), de Claude Monet

 

 

 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Professores e professoras de arte

O bom professor ou professora de arte deve antes de tudo, saber compreendê-la.
Para que isso ocorra, nos, professores devemos  sempre aprofundar nossos estudos referentes ao saber estético e artístico.

 Vamos ao ART RIO -   http://www.artriofair.com.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Cronologia da Arte

 A linha do Tempo Cronológico da História da Arte segue paralelamente à Linha do Tempo da História da humanidade, sendo que as datas são apenas marcos históricos, e muitas vezes, apenas datas aproximadas da evolução cultural e social do homem e ou de suas civilizações.
Os historiadores de arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos  separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas.



Linha do tempo da história da arte

Quer fazer  um curso gratuito de história da arte mundial? Então visite a pagina
http://www.metmuseum.org/toah/  desenvolvida pelo Metropolitan Museum of Art, o MET. Ela contém uma linha do tempo da história da arte, que vai de 2000aC a 2000dC. É uma oportunidade muito bacana para aprender com quem mais entende do assunto. 






quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Arte

A palavra “arte” vem do latim Ars, que significa habilidade. O artista era o habilidoso executor de uma função específica. Todos os exímios artífices eram artistas. Ferreiros, sapateiros, ceramistas, pintores e escultores. Na tentativa de distinguir estes dois últimos dos demais, se passou a denominar as pinturas e esculturas de obras das Belas Artes. Eram artífices do belo. E a beleza reinou por muito tempo nas artes...

Em certo momento,os modeladores do Belo resolveram produzir obras que não eram nada belas ou não reproduziam o que era belo. Como chamar então aquelas realizações de Belas Artes? Era o início das discussões sobre a Estética na arte. O que era então Belo? Não se podia afirmar com certeza, já que esta percepção varia de pessoa para pessoa.


Urinol, de Marcel Duchamp;

quinta-feira, 1 de maio de 2008

ARTES PLÁSTICAS

“Arte” passou a ser as representações de sentimentos e expressões humanas executadas sobre uma perfeição estética e técnica. Principalmente técnica. Foi a valorização da técnica que desenvolveu grande parte dos movimentos modernistas: não eram as representações que interessavam e sim, como eram executadas e como se processava a intercessão entre sentimento e técnica.
A técnica de execução do material empregado na fixação da emoção sobrepujou sua antiga função.
Assim, chegamos a “plástica”.



ARTES PLÁSTICAS

As “Artes Plásticas” não são nada mais que a capacidade de moldar, modificar, reestruturar, re-significar os mais diversos materiais na tentativa de conceber e divulgar nossos sentimentos e, principalmente, nossas idéias.

Seguem abaixo algumas sugestões de obras literárias ligadas ao tema Artes Plásticas, com conteúdo bastante enriquecedor para os simpatizantes desta modalidade artística.

A Prática da Expressão Plástica - Fontanel - Ed. Martins Fontes
As Atividades Plásticas na Escola e no Lazer - Claude Clero - Cultrix
As Dobraduras de Papelino - M.Helena Aschenbach - Ed. Nobel
Brincando com Dobradura - Gláucia Lombardi - Paulus
Educacão Artística - Deckers - Ed. Lê
Plástica - Educação Artística - Eiji Yajima - Ed. IBP
Artes Plásticas na Escola - Alcídio Madra de Souza

terça-feira, 29 de abril de 2008

A importância da imagem no ensino da arte: Diferentes metodologias



A importância da imagem no ensino da arte: Diferentes metodologias

Sinopse do texto: . Ana Mae Barbosa.


Como referência histórica no campo da leitura de imagem, refiro-me, a proposta triangular desenvolvida por Ana Mae[1]. Uma metodologia para o ensino da arte desenvolvida inicialmente, nos Estados Unidos, na década de sessenta e, posteriormente, desenvolvida pela Getty Center for Educational in Arts. Esta metodologia visa, segundo Ana Mae, desenvolver a capacidade de crítica da obra de arte por parte do aluno. Propõe alguns procedimentos com base na descrição e análise de obras de arte, na interpretação e julgamento da obra, na investigação de seus significados, com base em dados coletados anteriormente. Discute questões estéticas que tratam diretamente da qualidade expressiva da obra, sem emitir juízos de valor como conceitos de belo ou feio.(BARBOSA, 1991).

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A imagem desvela o mundo

Desde que a humanidade se despertou ate o momento atual, as imagens estão presentes no cotidiano do ser humano. Elas gradativamente foram se transformando no decorrer da nossa história, mas os seus símbolos não desapareceram.
No nosso cotidiano, sempre houve tentativas humanas de fixar imagens de objetos, de paisagens, de animais e de pessoas.
Assim que o homem conseguiu um instrumento para registrar o seu olhar sobre a vida ao seu redor, ele o fez, perpetuando-o.
os primeiros desejos de anotar, de partilhar experiências e de se comunicar, estão registrados nas paredes das cavernas, com os desenhos rupestres.

domingo, 27 de abril de 2008

A IMAGEM É UM SIGNO OBJETO

"[...] o signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto ( idéia ou coisa) sob algum aspecto ou qualidade. Tanto a palavra, quanto o desenho ou esquema, a fotografia ou escultura. [..] ( MARTINS 1998.P.39).
Então a imagem funciona como signo. Na realidade ela não é o objeto que representa apenas está no lugar do objeto. Quando um interpretante produz a interpretação na mente, ele produz uma relação do signo e seu objeto, produz um significado que por sua vez já é um outro significado. E uma imagem mental que pode ser representada com sentimento, com emoção gestuais, como idéia ou outro resultado.

Os Trópicos - Visões a partir do Centro do Globo


Os Trópicos - Visões a partir do Centro do Globo

Ao lado, uma foto da exposição, retirada da internet.

A arte apresenta " temas que atravessam os tempos misturando trabalhos de artistas contemporâneos e peças antigas de regiões tropicais da Ásia, Oceania, África e América Latina, oriundas do Museu Etnológico de Berlim. É um rico e inédito diálogo entre a produção de arte antiga e a atual através de pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. A exposição evidencia que quando a arte é verdadeira ela permanece, não importando se foi produzida hoje ou há 200 anos. Curadoria de Alfons Hug, Viola König, e Peter Junge."
O o principal motivo de ter escrito sobre a exposição, é que gostei muito dela.
Primeiro é claro a exposição apresenta peças lindíssimas, segundo a meu ver, ela cumpre exatamente a função de uma exposição nos dias de hoje. Ela nos propõe uma reflexão aberta, nos dá um conjunto de referências soltas sem serem desencontradas. é uma exposição que realmente proporciona um dialogo entre a arte antiga e a contemporânea.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Imagem do cotidiano

As imagens vêm desempenhando um papel importante no cotidiano dos indivíduos e elas, foram, e são utilizadas, praticamente em todos os períodos da nossa história. Sempre com um discurso visual elas dizem e informam a respeito do mundo em que vivemos.
Desde os primeiros "graffiti" nas paredes das cavernas, às estruturas contemporâneas da linguagem internacional, a visual idade, está auxiliando no direcionamento do "olhar" da humanidade e dessa forma, contribuindo com o conhecimento e interagindo nas relações dos seres humanos com a sociedade na qual estão inseridos.
  Temos como inicio dessa relação do ser humano com a imagem  a " A arte do Paleolítico que  refere-se ao início da história da arte.
 A arte paleolitica é a  mais antiga produção artística de que se tem conhecimento situa-se na Pré-História,  há cerca de dois milhões de anos.
 Nesse periodo, o ser humano tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade coletivas.

 Bisão c 15000-12000 aC, comprimento 195 cm, Caverna de Altamira




Painéis dos cavalos 24.640 aC, Caverna de Pech Merle




                      Caverna de Chauvet Pont D'Arc
                                 Bisão


Painel com cavalos



Caverna de Lascaux
Bisão atacando um homem



Grande sala dos touros



grande sala dos touros


grande sala dos touros